Maioria dos portugueses já decidiu como vai entrar em 2026

Um estudo da Escolha do Consumidor revela que 78% prefere celebrar a Passagem de Ano em casa ou com amigos, mantendo tradição e controlo nos gastos.

Quando pensamos na noite de Passagem de Ano, a imagem que muitas vezes vem à cabeça é a de multidões nas ruas, festas em grandes espaços ou ate mesmo viagens exóticas. Contudo, a realidade dos portugueses em 2025 está a apontar para outra direção: celebrações mais próximas, em ambientes que privilegiam conforto e simplicidade.

Segundo dados de um novo estudo da Escolha do Consumidor, a maioria está a planear receber o novo ano na companhia de quem mais importa: a família ou amigos próximos, com orçamentos moderados e rituais que se mantêm vivos.

O estudo mostra que 65% dos inquiridos pretende celebrar a Passagem de Ano em casa com a família, enquanto 13% opta peça companhia de amigos próximos, num total de 78% a preferir um ambiente caseiro e intimista para o fim de 2025. Festas ou eventos organizados por terceiros atraem uma fatia menor de participantes (8%), e apenas 7% admite passar a noite sozinho.

Estar em casa não significa que a noite tenha menos significado. Muitos portugueses mantêm tradições, como o brinde com champanhe ou espumante, uma ideia seguia por 29%, enquanto 28% ainda segue a tradição de comer as 12 passas à meia-noite, acompanhadas de desejos para o ano que começa. Outras práticas típicas, como vestir roupa interior de cor específica ou roupas novas para atrair boa sorte, ainda marcam presença, embora em menor escala.

No que respeita a viagens, a maioria (71%) não planeia mudar de ares e pretende ficar em território nacional na noite de fim de ano, reforçando a tendência por celebrações locais e económicas. Destinos no estrangeiro ficam a cargo de uma minoria, com a Europa a ser o destino preferido para quem decide viajar.

O orçamento reservado para esta noite também é um sinal de contenção: 26% dos inquiridos pretende gastar menos de 50 euros, enquanto 25% aponta para um gasto entre 50 e 100 euros. Quase um quinto planeia investimentos mais generosos (100€ a 250€), e uma pequena percentagem admite despesas superiores, mas a tendência é por um controlo dos custos, com 60% a afirmar que vão gastar o mesmo que no ano passado e 27% a projetar um gasto menor.

Desejos para 2026

E o que será que os portugueses mais desejam para 2026: melhorar a situação financeira aparece como prioridade para 27%, seguido de bem‑estar e saúde para 14% e o desejo de viajar mais para 16%. Passar mais tempo com a família e amigos e alcançar um melhor equilíbrio entre a vida pessoal e profissional também surge entre as aspirações de ano novo — sinais de que os momentos simples continuam a ganhar terreno nas escolhas.

Seja com um jantar caseiro, uma conversa tardia à volta da mesa ou uma contagem decrescente em família, os portugueses estão a redescobrir a magia do Ano Novo em contextos mais íntimos neste final de 2025.

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