Há gestos pequenos que podem ter um impacto gigante na vida de outras pessoas e um deles acontece logo nos primeiros minutos de vida. A colheita de sangue do cordão umbilical, algo simples e sem risco tanto para a mãe, como para o bebé, pode transformar-se na esperança de tratamento para inúmeras doenças. Tudo graças ao potencial terapêutico das células estaminais, presentes no cordão umbilical.
E é precisamente para reforçar essa consciência que foi lançada uma nova campanha nacional que promete chamar a atenção das famílias portuguesas. Promovida pela Crioestaminal, fundada em 2003 e pioneira na criopreservação de células estaminais em Portugal, pretende esclarecer dúvidas e mostrar que, ao contrário do que se possa pensar, a doação é um processo rápido, seguro e valioso.
O objetivo passa por informar futuros pais, profissionais de saúde e o público em geral sobre como funciona todo o processo. A mensagem central é simples: quanto mais famílias doarem, maior será a diversidade e a capacidade de resposta dos bancos públicos quando surge um doente compatível.
As famílias com interesse em doar as células estaminais do cordão umbilical do seu bebé podem informar a Crioestaminal através do QR Code disponível nos materiais informativos disponíveis nas maternidades aderentes ou diretamente através do site.
Após o registo, é enviado um kit de colheita acompanhado do consentimento informado necessário para a doação. No dia do parto, basta comunicar à equipa de profissionais de saúde que pretendem fazer a colheita. Após o parto, a família deve contactar a Crioestaminal para que a amostra seja recolhida e transportada até ao laboratório da empresa, no Biocant Park, em Cantanhede, onde as células estaminais vão ser analisadas, processadas e criopreservadas.
Para que serve o sangue do cordão umbilical colhido no parto
A iniciativa vai decorrer nas principais maternidades do país e sublinha a importância de Portugal reforçar as suas reservas nacionais de unidades de sangue do cordão umbilical. Estas podem ser essenciais no tratamento de doenças como leucemias, anemias graves e algumas patologias imunológicas. No fundo, trata-se de criar mais oportunidades de tratamento para quem delas precisa, dentro e fora do país.
Além do impacto clínico, a campanha procura desfazer mitos que ainda persistem, como acreditar que o cordão umbilical “não serve para nada” após o parto quando, na verdade, pode ser uma fonte preciosa de células estaminais. Estas têm a capacidade de renovar o sangue e o sistema imunitário, podendo ser utilizadas em transplantes e terapias avançadas, que continuam a evoluir graças à investigação científica.
“A doação do sangue do cordão umbilical é um gesto simples, mas com um impacto extraordinário. Permite transformar um bem que seria descartado em novas oportunidades de tratamento, contribuindo para salvar vidas e impulsionar o desenvolvimento de terapias celulares. Na Crioestaminal, continuamos firmemente comprometidos com a investigação e a valorização do potencial terapêutico das células estaminais e em particular do sangue do cordão umbilical”, destacou Mónica Brito, CEO da Crioestaminal, ao site ConsumerTrends.
Num país onde se valoriza cada vez mais a solidariedade, esta campanha vem lembrar que, por vezes, basta um gesto no início de uma nova vida para melhorar muitas outras. Atualmente, em mais de 90 por cento dos nascimentos em Portugal não se aproveita o sangue do cordão umbilical, cujas células estaminais têm potencial para tratar mais de 90 doenças graves.
Em 2025, a Crioestaminal foi distinguida com o Prémio Escolha do Consumidor na categoria “Criopreservação”.
Carregue na galeria para conhecer algumas das iniciativas da Crioestaminal.




















